Tantas vezes desejei o indesejável, e continuo com o mesmo desejo. Quero amar. Me contradigo, eu quero sentir, só sentir e pronto. Quero te sentir "Tantas vezes eu quis ficar solto, como se fosse uma lua e brincar com o teu rosto". Quero ter e querer. Quero querer e poder. Eu só quero ter.
Recito o alívio da profundidade dos sentimentos
18 de setembro de 2011
31 de agosto de 2011
Eu me recuso
Eu sinto e me contradigo. Eu falo e tento me desculpar. Faço e mudo de opinião. É uma constante luta... Algo tão volúvel e harmonioso, tão cansativo e estressante. Me faz bem sentir o que sinto, me faz bem fazer o que faço. Pensar o que penso. Amar o que amo. Mas me contradigo, agora, isso cansa. As vozes parecem está diminuindo a cada fração de segundo... Ao andar o pôr-do-sol me acompanha, e num ritmo só, cheia de melancolia e sentimento, uma história, um perfume, uma lembrança invade desesperadamente a minha mente com a intenção de recitar as imagens, o sentir, o alívio, o ar em forma de poesia. Me recuso aceitar a transformação temporária, sei que é um bem pra alma, mas recuso. Sem nenhuma pergunta ou explicação. Por favor.
25 de agosto de 2011
Metade
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Ferreira Gullar
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Ferreira Gullar
Aprendizado
Do mesmo modo que te abriste à alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.
que é fruto dela
e seu avesso ardente.
Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão
que a vida só consome
o que a alimenta.
Ferreira Gullar
o que a alimenta.
Ferreira Gullar
16 de agosto de 2011
Tudo preto e branco
Ciclo assustador,
feito cadeia alimentar.
Parece arder de tanto se rastejar.
Suspiros, delírios, prazeres.
Não consigo recuperar.
Só consigo flutuar...
tudo preto e branco,
feito um nada, uma coisa rara.
Mas se você voltar,
traga as cores, o arder,
o perfume, o querer.
Não tenha medo, traga.
Não venha pela metade.
Traga flores,
sorrisos,
você.
feito cadeia alimentar.
Parece arder de tanto se rastejar.
Suspiros, delírios, prazeres.
Não consigo recuperar.
Só consigo flutuar...
tudo preto e branco,
feito um nada, uma coisa rara.
Mas se você voltar,
traga as cores, o arder,
o perfume, o querer.
Não tenha medo, traga.
Não venha pela metade.
Traga flores,
sorrisos,
você.
6 de agosto de 2011
Repito amor, porque o meu amor é pra você, amor.
Amor, você não tem meu nome tatuado no teu braço. Mas diz que está delicadamente lá, estampado, fixado, feito uma tatuagem no seu coração. Você diz não sentir nada mais por nenhuma pessoa a não ser a mim. E eu falo o mesmo. Eu amo o seu encanto. Eu amo a sua voz, eu amo cada centímetro do seu corpo. Amo o seu sorriso, suas piadinhas, o seu cabelo, a sua delicadeza... Eu amo quando estamos abraçados e tudo a nossa volta some, só fica o vento, aquele belo vento, aquele nosso amor. Adoro nossa sintonia entre o amor e a simplicidade. Adoro doar o amor, assim, passando pelas nossas veias, florando tudo, tendo a certeza que ele irá ser recíproco eternamente... Adoro nossa cama, nossos carinhos... Adoro o brilho dos seus olhos. Confesso também amor, que embalo o nada, o silêncio em todas as nossas viagens. Você me conhece, você sabe que tenho a necessidade do silêncio, do vento. Sabes também que a melodia tocada lentamente me acalma, sabes que o poema sem sinfonia é o meu favorito... Sabes que entre o pensar e o respirar existe uma grande pausa, para a valsa solitária. Saiba e segure, segure bem forte e não deixa escapar esse amor imenso que tenho aqui dentro, bem no fundo, no centro, no lado esquerdo, lado direito do meu coração. Saiba que é profundo, inteiramente belo e encantador, meu amor, é pra você.
3 de agosto de 2011
Tarde mais linda essa nossa, meu amor.
Coisa linda esse seu sorriso, esses olhos transbordando felicidade, cuidado, timidez. Coisa mais linda esses nossos abraços, nossos toques, sua voz, suas mãos. Amor mais delicioso de sentir... Esse nosso remendo, nossas cores, nossos medos, nossos desejos. Tudo misturado, tudo junto. A gente se combina, sabia amor? Suas palavras, o meu silêncio. Seus atos, o meu impulso. Sua voz, a minha respiração. Seu toque, o meu arrepio. É como se fosse um labirinto... A gente vai se conheçendo, se amando mais e mais a cada segundo que passa. Vamos buscando a beleza nas palavras, nos sorrisos, nos suspiros... Vamos em busca do nosso aconchego, do nosso ninho de amor. Afinal, nunca nos disseram o que realmente fazer, o que pensar, o que sentir. Cabe a mim, a ti, segurar nossas mãos, firmemente, uma na outra e seguir, seguir e ser feliz. Essa nossa felicidade, nossos carinhos, nossos olhares... Nosso, tudo nosso, meu amor. Tudo seu, tudo meu.
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