Eu sinto e me contradigo. Eu falo e tento me desculpar. Faço e mudo de opinião. É uma constante luta... Algo tão volúvel e harmonioso, tão cansativo e estressante. Me faz bem sentir o que sinto, me faz bem fazer o que faço. Pensar o que penso. Amar o que amo. Mas me contradigo, agora, isso cansa. As vozes parecem está diminuindo a cada fração de segundo... Ao andar o pôr-do-sol me acompanha, e num ritmo só, cheia de melancolia e sentimento, uma história, um perfume, uma lembrança invade desesperadamente a minha mente com a intenção de recitar as imagens, o sentir, o alívio, o ar em forma de poesia. Me recuso aceitar a transformação temporária, sei que é um bem pra alma, mas recuso. Sem nenhuma pergunta ou explicação. Por favor.