Quando a gente ama,
de verdade
Uma parte da nossa alma
É entregue a pessoa amada,
não é?
24 de julho de 2011
23 de julho de 2011
Linha sentimental
As mudanças são inevitáveis.
As lágrimas são derramadas com mais frieza.
Na verdade, tudo muda, tudo acaba, tudo desaparece.
Dessa vida não levamos nada.
Absolutamente nada material.
Tudo sentimental,
tudo.
As lágrimas são derramadas com mais frieza.
Na verdade, tudo muda, tudo acaba, tudo desaparece.
Dessa vida não levamos nada.
Absolutamente nada material.
Tudo sentimental,
tudo.
21 de julho de 2011
Seja minha
A forma como falo do meu amor, a forma como falo amor, a maneira como meus olhos te enxergam, como te acariciam sem mesmo nunca ter te tocado... Parece algo tão especioso, tão recalcitrante... O gosto amargo de não tê-la me faz arquear, me domina, me completa. A definição exata para os meus belos pensamentos são misturas de um nós não existente, de uma saudade medíocre. Diga-me que seu sentimento é esplêndido, vencedor, definitivo. Diga-me que me quer. Recita a poesia dos seus olhos, o cheiro nunca sentido do seu cabelo que voa contra o vento e chega até a mim. Darei um buquê de flores a cada sussurro, darei vida as minhas esperanças a casa suspiro. Farei com que o muro preto que nos separa caia sobre as mentiras do passado, as falhas, os maus ditos. Nade contra essa maré, pegue fôlego, respire, inspire, mas venha até a mim, venha. “Uni nossos corpos por conta de uma emoção tremenda de te querer pra perto, um perto colado, grudado, fixado e junto.” Faça dos meus pensamentos, da minha imaginação, dos meus sonhos algo real. Faça com que os meus suspiros pessimistas das noites escuras e frias se converta, faça-me o favor de vim, venha com toda sua força, com toda a sua vontade, com o seu cheiro, seu travesseiro. Espalha esses cabelos pretos e lisos sobre mim, deixe-me sentir a maciez da sua pele, deixe-me fechar os olhos com a plena certeza que quando abrirei você ainda estará lá, linda e bela, delicada e amada.
Descompasso
Debruçava-me sobre a cadeira, como se fosse passar. Fechava os olhos como se fosse durar. Dormia com o pensamento que no dia seguinte tudo iria mudar, como se fosse servir. Respirava numa rapidez, como se fosse adiantar. Alimentava-me com um copo d’água. Tomava um café. Sentava. Esperava o tempo passar, sem contar que estava sempre com uma ampulheta na mão. Via aquelas areias descerem, grão por grão. Cada segundo era um arrepio, cada minuto aumentava mais a ansiedade, doía mais o coração, a cabeça, a mente. Cada hora era uma morte. Morte da esperança, morte renunciada, morte sentida, morte definitiva.
Sussurros agoniantes
Coração dilacerado. Alma perigosamente solta. Palavras sem sentidos ao vento. Emoção inexplicável, desentendimento.
Debilitação
É decerto um erro, um erro extremamente culposo e confiante. Uma estúpida mania e triste ideia. Fazer-me pensar, amar, e sofrer calada. Estranhamente digna das suas palavras e atos. É inaceitável a forma como sinto sua falta, como me preocupo contigo e como essa paixão, ou melhor dizendo, essa milonga me acalma como um anestésico, e ao mesmo tempo algo tão incompleto, insignificante, digo, uma certa ignomínia. Chega de impulsos violentos. Preciso de uma substância pra minha alma.
Inação
Não é tão fácil quanto parece. Não está sendo normal quanto parece. Nada significa a dor existente. Amor ao vento, força inexistente, significados incompreensíveis.
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